Entrevista do Bobby para a GQ Magazine “MEN OF THE YEAR” (Parte 2)

21 de novembro 2014 Entrevistas Por Calane

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Entrevistador: É esse ano, seu 4º ano como trainee?
Bobby: Em dois meses, completam 4 anos.

 

Entrevistador: De quem foi a ideia de aparecer no SMTM3?
Bobby: Depois de assistir as primeiras temporadas, eu pensei que queria participar, mas quando a 3ª temporada começou, o CEO me sugeriu participar. Em vez de mostrar alguma coisa ou vencer, eu tinha em mente verificar onde minhas habilidades podiam chegar. Como conheci pessoas novas, eu recebi inspiração, e o mesmo aconteceu com Hanbin. Nós não sabíamos até onde iam nossas habilidades, porque só convivemos com nós mesmos. Embora eu tenha vencido, eu não fui a pessoa que fez o melhor lá.

 

Entrevistador: Você não foi o que fez melhor, mas venceu?
Bobby: Embora eu não tenha feito o melhor rap, eu acho que minha performance foi poderosa. A parte que eu apelo para as pessoas que vieram a assistir a apresentação em pessoa. Como eu me atrevi…

 

Entrevistador: É uma imagem totalmente diferente de Win. Lá você era o que fazia o humor. Isso foi apenas há um ano atrás.
Bobby: Primeiro, agora há um grupo chamado iKON que está completo, e eu sou o responsável pelo Rap no grupo. Comparando música a uma discussão, eu tenho mais tempo para falar nos solos. No time o tempo que eu falo diminui, mas eu gosto de ambos. Como um solo eu posso falar sobre meus pensamentos e num time, os outros membros preenchem as partes que não sou capaz de fazer.

 

Entrevistador: Agora, o rosto cheio de vontade vem em mente primeiro, antes do rosto sorridente. No SMTM3 você levantou seu dedo do meio e jurou diretamente.
Bobby: Depois de perder para o Team A em Win, eu fiquei muito mais forte. Eu fiquei desesperado. Porque eu tinha o pensamento que talvez não fosse capaz de fazer música. Me perguntei muito “Para proteger a minha música eu tenho que ser mais legal que isso. Mas o que é mais legal? Eu vou ficar vivendo como uma criança fofa que sorri como um bebê?” Se for necessário eu tenho que jurar e fazer uma cara feia, mas eu acho que eu tenho pouco carisma. (COMO ASSIM BOBBY? Vc é puro carisma :O)

 

Entrevistador: O que você pensa dessas palavras “Ele é bom para um ‘idol’” ?
Bobby: Hum, se alguém pensa assim, em relação a um ‘idol’ eu serei um bom rapper. Meu trabalho é mudar o pensamento dessas pessoas. Meu novo objetivo é a criação. Está tudo bem se não for algo ridículo como: “O Bobby é ruim no rap”. Eu não sou ruim no rap.

 

Entrevistador: Como você lida com críticas? As pessoas dizem que você sempre fala das mesmas coisas nos seus raps…
Bobby: Eu recebo bem, porque isso me faz trabalhar mais duro.

 

Entrevistador: Você se sente completo o bastante para subir em um palco?
Bobby: Eu não acho que me falte naturalidade (no palco). É como quando o público vê você, mas os outros músicos também vão te notar. Haverá definitivamente áreas destacando-se e que eles vão apontar. Esse é o meu primeiro tema de casa.

 

Entrevistador: Você deseja ser o músico (favorito) de outro músico?
Bobby: Sim, como Michael Jackson. Eu quero correr até todo mundo dizendo “Bobby é um músico”. Eu gosto de receber respeito. Eu quero ser honrado na minha música e no meu comportamento. Eu quero ouvir: “Ele é alguém que vale a pena”.

 

Entrevistador: “Respeito”, é certo que você tem um alvo definido. Tem alguém por quem você gostaria de ser reconhecido?
Bobby: Todos que estão ligados a mim. Objetivamente, as pessoas que são capazes de me ver.

 

Entrevistador: No palco, você já parece um veterano. Uma impressão natural invés de uma coisa planejada. Você prepara a forma que vai se mover?
Bobby: Eu não gosto de ficar preso a um quadro, então eu não preparo os movimentos. Eu tenho que fazer os movimentos que eu quero expressar, então isso será natural. Eu acho que essa será minha arma.

 

Entrevistador: No outro programa de sobrevivência, o Mix and Match, que terminou a poucos dias, mostrou o quão relaxado você estava.
Bobby: Eu estudei isso. De qualquer forma você tem que ficar estável. O hip hop coreano ainda é muito fraco para chegar à América. Eu pesquisei muito sobre a naturalidade afro-americana. A vida afro-americana é Hip Hop. As palavras que eles usam, o comportamento e o estilo de vida. Tudo.

 

Entrevistador: A sua experiência de ter crescido nos EUA ajuda?
Bobby: Na verdade não. Eu aprendi muito vivendo com os membros do iKON. Até mesmo antes de entrar na YG, eu não sabia que Eminem era branco. Eu fazia rap por mim mesmo, mas eu nunca estudei isso. Eu acho que é importante ter companheiros que tem os mesmos interesses e objetivos.

 

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Fonte: GQ KOREA

Trad KR-ENG: @KIMJ1WON

Trad ENG-PT: Cal

Revisão: Cla_Hana

Equipe iKON Brazil

Não retire sem os devidos créditos

Post escrito por Calane